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Etapa

Etapa: Try On Adventure Meeting - Paletada 2005 (Etapa 3) / CNA - Circuito Nordestino de Aventura
Data: 06 e 07/08/2005

Horário de Largada: 09:00hs
Região: Recôncavo Baiano
Local de largada: Município de São Francisco do Conde

Modalidades Esportivas envolvidas: Trekking, Orientação, Mountain Bike, Ride´n Run, Canoagem, Natação, Técnicas Verticais

Percurso de Prova

As equipes se concentram a partir de 9h00 da manhã no município de São Francisco do Conde, a aprox 55km de salvador (verificar), no Mercado Cultural, um espaço novo que reune algumas atrações da cultura local.

Há um café da manhã com frutas e sucos para os competidores, e logo depois veio o briefing, com a entrega do material de prova: coletes de prova, race book, road book, mapa colorido, carta de maré com foto digital de satélite.

Realizado o briefing, as equipes se alongavam para a largada, onde estava montado o pórtico de largada da tryon. Minutos antes da largada... dava para ver a energia fluindo pelos olhos dos competidores... mescla de nervosismo, ansiedade, esperança, força, coragem... muitos ali estavam correndo sua primeira prova de 24 horas, e os que não estavam sabiam o quanto iriam competir ali e estavam enérgicos pelo start do desafio da Paletada: mais de 100km de competição em uma prova de 24 horas.

Dada a largada, os competidores partem disputando cada centímetro de chão, e depois, de mangue, até as canoas, numa corrida frenética, pois as canoas é de quem chega primeiro.

De canoagem, percorrem aproximadamente 15km na baía de todos os santos, saindo de São Francisco do Conde para o vilarejo de Itapema, numa praia calma e tranqüila.

A primeira equipe chega neste PC (posto de controle) as 13hrs e logo parte para seu apoio para repor energias e prosseguir na modalidade seguinte: Ride´n Run (modalidade onde 1 monta cavalo e os outros 3 correm a pé).

De Ride´n Run, percorrem por uma trilha que fica na beira da praia, por uns 5km, até a cidade de Saubara, onde fazem mais uma AT (Área de Transição – onde se troca de modalidades),

mudando para Trekking. Dali, partem para as serras que separam a Baía de Todos os Santos da Baía de Iguape, passando por um trecho de mata atlântica. Seriam mais 12km entre trilhas sob morros e mato, e ao final, uma descida com um visual belíssimo da baía de Iguape, descendo para o PC04, onde eles pegariam os remos e os coletes salva-vidas para encarar mais água pela frente.

Do pc04, o trekking muda de solo, saindo de barro e mato, para muito massapé e mangue. É o desafio, saber lidar com a paciência de andar em lama, e não perder o melhor ponto de entrada da água, pois há uma natação, e a canoa situa-se na água, à espera dos competidores. Esta natação tem entre 400 e 700 metros, a depender do ponto em que o competidor entra na água.

Encontrar a conoa no escuro no meio da Baía de São Tiago do Iguape a noite foi um desafio de coragem e orientação.

Dali, faz-se a segunda canoagem da competição, 3,5km e os competidores encontram terra firme e seus apoios estão atiçados para lhes dar suporte, trocar roupas, tênis secos, renovar a água dos reservatórios pessoais, alimentação da equipe, plotar os próximos pontos, e partir a mil para o restante da prova, dessa vez de mountain bike.

Nesta hora, a prova já passa das 18hrs e tudo muda: lanternas entram em ação e só se enxerga competidor porque há pontinhos acesos na noite, nos morros, nas pistas, nas canoas....

De mountain bike o competidor percorre quase 20km atrás de um PC Virtual (um ponto fixo de passagem onde há um dado a ser coletado, e informado para o próximo PC que, somente com este, pode comprovar que o competidor passou lá no Virtual.) no começo do Canal de Água. Dali ele parte para outro PC Virtual, um telefone público específico o espera para que o mesmo faça uma ligação, passando a senha para a organização e a mesma entregando-lhe a senha que fará o competidor prosseguir.

Mais 3km ele passa por outro PC, e mais 10,5km ele encontra sua equipe de apoio, no PC11/AT5, esperando-o para lhe abastecer novamente, colocar equipamento de rappel, trocar alguma roupa do corpo, e partir para o PC12, onde será feito o Vertical da competição. Visual diferente, vendo lanternas acesas andando ao infinito no meio do canavial, em busca de aventura...


A Ponte metálica foi o cenário das técnicas verticais

Fazem o rappel na ponte do trilho do trem (Santo Amaro possui ligações comerciais que utilizam-se de vias ferroviárias), local enobrecido pela paisagem que, em outra hora, os competidores poderiam deslumbrar-se com o vale por onde o trem passa. Feito o rappel, partem a mil pelos trilhos, à leste, em busca de um PC virtual, e perfazem um trekking de 4,5km até o PC14/AT7, onde encontram suas bikes, que foram lá deixadas pelo apoio de cada equipe, para mais um braço de Mountain Bike até o final da prova. Percorrem por pistas que levam à tradicional e cultural cidade de Santo Amaro da purificação, Cidade esta da famosa Dona Canô, mãe de pessoas únicas como Caetano Veloso. Após percorrerem algumas pistas em aprox 12km, partem de Mountain Bike para a última trilha da prova, e num sobe e desce pelo denso massapé, um dos trechos mais desgastantes da prova, percorre 6km de pura lama e paciência. Não há dúvidas que houve carrega-bike e empurra-bike neste pedaço. E, em grande alegria, ao ver estrada de barro que leva à parte urbana da cidade de São Francisco do Conde, o competidor reconhece que o final está próximo, e suas energias desgastadas explodem e enriquecem a alma, dando a energia suficiente ao competidor de percorrer as pistas finais até o Mercado Cultural, final da competição, onde é lavrado e comprovado que o mesmo percorreu, pelo menos, 110km de prova, isto, claro, se o mesmo não tiver se perdido em momento algum.

 

Equipe Oskaba (AL) vence com 18 Horas de 39 minutos de prova

Muita emoção no final, algumas equipes chegaram chorando, pois só puderam terminar a prova devido à alta solidariedade de outras equipes rivais (rivais na prova, amigas na vida real), que fornecendo água e comida, permitiram que uma equipe que estava entre as 3 primeiras continuasse a batalha até o fim, ao invés de desistir da prova. Chegada triunfante, com os apoios de equipes aplaudindo e gritando, junto com moradores locais e algumas outras equipes de outros esportes (enduro a pé) que foram prestigiar o evento.

Algumas equipes chegaram chorando ao final, pois mesmo sem brigar pela vitória, foram vitoriosos pois superaram-se em uma competição de mais de 100km e 24h de prova, superaram suas dores, cãibras, cansaço, desânimo, tendinites, tudo.

 

Emoção de ter vencido e chegado onde nunca tinham chegado, tão distante, tão certos de que continuarão buscando melhorar para que ao invés de apenas terminar, brigar pelas primeiras colocações.

13 equipes completaram a prova toda, 3 equipes completaram a prova com componentes a menos ou com PC a menos, e 8 equipes desistiram / abandonaram a prova.

As equipes que chegaram incompletas tiveram alguns problemas, e algum componente pára num determinado PC, ficando com o apoio. A equipe sabe que está automaticamente desclassificada, ou seja, não concorre ao ranking (pontuação) e não concorre aos prêmios da prova. Contudo, a equipe continua a prova até o fim por acreditar no desafio e na dificuldade exigida, tentando vencer o desafio pessoal de conseguir terminar todas as etapas; torna-se mais do que um treino comum, torna-se um treino realíssimo. 

As equipes que desistiram e não continuaram, são vitoriosas. Poucos loucos encaram desafios tão diferentes: encarar um mato fechado a qualquer hora do dia, podendo não sair dele antes de escurecer, encarar um braço de água (canoagem) de 15km (é maior que a distância da travessia Mar Grande – Salvador a nado), encarar uma subida de ladeira de 10km por trilhas enlameadas e sinuosas pela noite adentro, com apenas um mapa na mão, bússola, e lanternas nas bikes... Essa foi sem dúvida a prova mais dura realizada em 2005.

A desistência na prova é, além de tudo, muito mais sensatez dos competidores, mostrando que os mesmos assumem o não total-preparo de si mesmos, evitando assim, que algum componente possa se prejudicar fisicamente de forma irreversível. A consciência do atleta sempre fala mais alto.

As equipes vão chegando uma a uma,  no mercado cultural, encontrando com as outras que já chegaram, trocando idéias, comentários, palavras, risos e lágrimas.

Muitas equipes se desfazem logo, pois chegam, e querem um banho, dormir um pouco. Alguns competidores estão tão cansados que dormem ao relento, nos bancos da praça, cobertos apenas com a manta térmica que usaram na prova.

Outros procuram alguma pousada perto e uns usaram a casa de um morador que gentilmente cedeu o banheiro para tomar banho.

Às 10h da manhã do domingo, dia 7 de Agosto, ao final de tudo, aconteceu o encerramento, onde foram citadas as colocações finais da direção de prova, os agradecimentos a todos, lembrando os que vieram de fora e investiram pesado, àquelas que ganharam, pelo esforço excomunal na competição e o brilhantismo das 2 primeiras terem mais de 2h30 em cima das restantes. Lembramos também das que esforçaram e não completaram e ao fim, a agradecer a equipe técnica que desta vez, treinou tudo, para que esta não deixasse o competidor em dúvida em momento algum, tornando a aventura competitiva e plena.

Veja o resultado da prova

Premiação:

CATEGORIA QUARTETO  

1º LUGAR

5 Pares de tênis Try On Volcanes, Produtos Citrus, R$400,00 de crédito para a próxima etapa, troféu e medalhas.

2º LUGAR

3 pares de tênis Try On Volcanes, Produtos Citrus, R$200,00 de crédito para a próxima etapa, medalhas

3º LUGAR

1 par de tênis Try On Volcanes, Produtos Citrus, R$120,00 de crédito para a próxima etapa, medalhas

CATEGORIA DUPLA

1º LUGAR

2 Pares de tênis Try On Volcanes, R$220,00 de crédito para a próxima etapa, troféu e medalhas

2º LUGAR

1 par de tênis Try On Volcanes, R$110,00 de crédito para a próxima etapa, medalhas

3º LUGAR

R$66,00 de crédito para a próxima etapa, medalhas

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